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terça-feira, janeiro 10, 2012

Os momentos musicais mais aguardados em 2012

 Tem quem acredite que o mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012. Não sabemos se são os mesmos que previram o fim do mundo na virada de 1999 para 2000 e em mais umas quatro ou cinco oportunidades desde então, mas, acabando mesmo em dezembro (ou não), listamos 10 momentos até lá que devem transformam 2012 em um ano inesquecível.

10. Turnê dos Los Hermanos

A banda acabou em 2007, mas desde 2009 vem fazendo uma reunião anual para matar a saudade dos fãs (e jogar umas moedinhas no cofrinho, afinal, todo mundo tem conta pra pagar). A turnê passará por oito cidades durante o mês de abril, e fica a torcida para que este retorno da banda não apague o lançamento do primeiro álbum solo de Rodrigo Amarante, que deve chegar às lojas no primeiro semestre.

9. A volta do Stone Roses

Os ingleses decidiram pendurar a chuteira em 1996 após ter passado como um furacão pelo Reino Unido no começo dos anos 90, quando “The Stone Roses” (1989), o álbum, virou amuleto de toda uma geração. Principal comeback de 2012, a volta do Stone Roses fez sorrir gente como Liam Gallagher e David Beckham, além de 150 mil pessoas que compraram os ingressos de dois shows da banda em Manchester… em 14 minutos.

8. Discos novos nacionais

O disco solo do Rodrigo Amarante não está sozinho na lista de álbuns nacionais esperados para o ano que vem. Tulipa Ruiz também deve aparecer com seu segundo álbum, após a bela estreia com “Efêmera”, e Otto deve parir o sucessor de “Certa Manha Acordei De Sonhos Intranqüilos”, que até estava prometido para ser lançado no dia 11/11/2011, mas passou em brancas nuvens.

7. Discos novos gringos

Logo após lançar “The King of Limbs”, que dividiu fãs e critica, o Radiohead voltou para o estúdio e, desde então, trabalha naquele que será seu nono álbum. Pode sair há qualquer momento (não estranhe se entre você deitar na cama, acordar, tomar café e ligar o computador, a turma de Thom Yorke colocar o novo disco à venda através de um algum esquema maluco).

6. Festivais brasileiros

Um mundo de pessoas reclama do preço dos ingressos, da lentidão dos sites na hora da compra, da chuva, da lama, do banheiro, do estacionamento, do som baixo, dos atrasos e do preço alto da cerveja (não necessariamente nessa ordem), mas estará batendo cartão no Lollapalooza (que promete muito após o caso Perry Farrel), SWU (que promete melhorar, e a gente acredita) e Planeta Terra (que não deverá ser no Playcenter).

5. Brasil na rota de shows

Alguém falou para o resto do mundo que o crash econômico derrubou todos os países, menos a gente, e o resto do mundo deve baixar no Brasil para shows (ainda mais que em 2011). Prepare-se para quebrar seu porquinho atrás de moedas porque a coisa toda começa já em janeiro no Summer Soul Festival, e deve povoar o primeiro semestre (ao contrário dos anos anteriores) e superlotar o segundo (como sempre).

4. Quem pode aparecer por aqui

Já andaram falando no nome de Madonna, que deve lançar disco novo, filme, turnê, esmalte e novo namorado. É esperar. Wilco também está sendo bastante cotado (desde… 2007?). Outro que, parece, anda negociando seu visto de trabalho em terras brasileiras é Morrissey. Stone Roses também. Confirmados, confirmados MESMO, “só” Foo Fighters, Bjork, Roxette, Jane´s Addiction, Arctic Monkeys, Roger Waters. Bruce Springsteen só em 2013…

3. Festivais gringos

Uma reportagem no Guardian de semanas atrás alertava para a bolha de festivais europeus, mas parece que ninguém deu muita atenção. Mais de 30 grandes festivais povoam o globo neste momento já com headliners anunciados (Afghan Whigs no ATP, Bruce Springsteen no Pinkpop, Isle of Wight e no Rock in Rio Lisboa, Stone Roses em Benicassim e no T In The Park, Wilco no Primavera Sound, Radiohead no Optimus Alive, Pearl Jam e Red Hot Chilli Peppers no Werchter, Black Sabbath e Metallica no Download Festival…)

2. A força do rap

Emicida e Criolo terminam 2011 com seus nomes brilhando no luminoso em neon que resume o ano, e devem colher em 2012 os frutos do trabalho árduo. De Belo Horizonte, Flávio Renegado promete fazer barulho, mas é a inclusão dos Racionais MCs no line-up do Lollapalooza um sinal importante de que o rap está definitivamente (e felizmente) sendo absorvido pelas massas. Agora é esperar os próximos passos dessa turma. A pergunta que fica: será que em 2012 teremos disco novo dos Racionais?

1. A popularização do #rockincasa
Os momentos musicais mais aguardados em 2012
Redação Super 14 de dezembro de 2011

Com o preço alto dos ingressos e a quantidade enorme de shows que deverá passar pela Ilha de Vera Cruz, o esquema “pipoca, edredom, cervejinha e transmissão ao vivo” deve se concretizar em muitos lares brasileiros em 2012. Claro, com celular na mão para comentar muito no Twitter sobre o quanto tal show está chato, tal global está alterada e, principalmente, as gafes dos apresentadores comentaristas.

ESTIAGEM NO RIO GRANDE DO SUL

Seca: Rio Grande do Sul decreta emergência coletiva
 
Subiu para 107 o número de cidades em emergência por causa da estiagem. A decisão do governo gaúcho busca agilizar liberação de verbas federais e renegociação das dívidas dos agricultores com os banc
 
Falta de chuvas fez agricultores perderem lavouras inteiras. Governo decretou situação de emergência coletiva em todo o estado

 O governo do Rio Grande do Sul decidiu decretar situação de emergência coletiva em todo o estado depois de chegar a 107  o número de cidades que decretaram situação de emergência por causa da estiagem. O coordenador da Defesa Civil, major Ari Ferreira, explica que essa decisão tem o objetivo de agilizar o processo de renegociação das dívidas dos agricultores que perderam suas lavouras com os bancos e também a liberação de verbas federais.

"O decreto estadual contempla todos os municípios que encaminharam decreto de emergência", afirma o major. Os bancos exigem a apresentação do decreto do município onde está localizada a plantação para o agricultor acessar o seguro ou negociar a dívida. Segundo o major Ferreira, as áreas mais afetadas pela falta de chuva são Botucaraí, Planalto, Produção e Alto Jacuí. Boletim divulgado nesta segunda-feira pela Defesa Civil estima que 452.099 pessoas tenham sido afetadas até agora. Outros 34 municípios também foram castigados pela seca, mas ainda não entraram em emergência.

Nesta segunda-feira, o vice-governador do estado, Beto Grill (PSB), assina o Decreto de Emergência Coletivo em Boa Vista das Missões, no interior gaúcho, uma das cidades atingidas pela seca. A decisão de colocar todo o estado em situação de emergência foi tomada no final da semana passada em reunião do grupo de trabalho do governo do Rio Grande do Sul, que reúne várias secretarias e busca minimizar os efeitos da estiagem. O decreto deve ser encaminhado ao Ministério da Integração Nacional ainda nesta segunda.

Seca - A estiagem é provocada pela interrupção do canal de umidade vindo da Amazônia – que ficou parado na Região Sudeste e gerou as fortes chuvas na região – e pelo fenômeno La Niña, que esfria a água no Oceano Pacífico, diminuindo a evaporação da água e aumentando a seca.

MEDICINA

.A vacina antidengue
 
Um imunizante capaz de proteger contra todos os tipos do vírus está a um passo de virar realidade. Entenda como ele ajudará a apagar a doença que ameaça todo verão brasileiro
 

"Hoje há um consenso entre as autoridades de saúde de que é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença", afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias. Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não são capazes de purgar a doença — e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito.

Daqui a poucos anos, porém, esse panorama negro tem tudo para mudar. Se não dá para exterminar o inseto, por que não ensinar o sistema imune humano a se defender do vírus? Esse é o objetivo de uma vacina contra os quatro tipos do microorganismo, que já está na etapa final de testes. O produto, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, é o candidato mais avançado entre os imunizantes do gênero e passa por estudos de eficácia, cujos primeiros resultados sairão no próximo ano. "A vacina foi aplicada em mais de 15 mil pessoas ao redor do mundo e, ao final do programa, teremos 45 mil", informa Pedro Garbes, diretor regional de pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da farmacêutica.

Os testes também já começaram no Brasil e abrangem 4 mil voluntários. Dois trabalhos seguem em curso para analisar a segurança e a eficiência da fórmula francesa. "Imunizamos jovens de 9 a 16 anos, justamente a faixa etária com perfil de maior gravidade para a dengue", conta o infectologista Reynaldo Dietze, que comanda os estudos na Universidade Federal do Espírito Santo, uma das participantes. "A vacina tem se mostrado bastante segura e com poucos efeitos colaterais", adianta.

A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso — também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina —, quer saber agora até que ponto o imunizante protege. "Por ora, os dados sugerem que ele funciona, mas só estudos desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia", pondera Garbes.

Quem vê essa promessa de fora talvez não imagine as dificuldades que envolvem a criação da vacina. "Ela é fruto de mais de meio século de trabalho", diz Garbes — virando a página, você entende, em um infográfico, como é produzida para debelar a dengue.

Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza. Para começo de conversa, não há modelos animais 100% convincentes para avaliar a fórmula. "Isso porque mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção", diz Pedro Garbes. Além disso, de nada adianta aprontar um imunizante que bloqueie apenas uma das espécies, por assim dizer, do vírus. Se a gente pega dengue 1, por exemplo, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam para barrar os outros tipos.

"O problema é que, ao sofrer uma segunda infecção, por outro vírus, o sistema imune pode potencializar a agressão, favorecendo a forma hemorrágica", avisa Stefan Ujvari. "Desse modo, um imunizante que combatesse somente os tipos 1 e 2 ameaçaria ainda mais quem pegasse os tipos 3 e 4", argumenta o infectologista pediátrico Luis Carlos Rey, pesquisador da Universidade Federal do Ceará. Esse raciocínio nos ajuda a compreender também por que, a cada verão, costuma mudar o inimigo que assusta determinada região — afinal, no ano anterior, as pessoas picadas pelo mosquito criaram imunidade contra o vírus daquela estação.

O perigo sumiria do mapa diante da proposta do modelo de vacina tetravalente, visto que o organismo seria estimulado a bolar uma defesa completa. Mas, como já dissemos, o imunizante, que requer três doses com intervalos de seis meses, ainda passará por provas e terá que responder a uma série de perguntas. "Uma das dificuldades é que a vacina precisa de cerca de um ano e meio para conferir uma proteção satisfatória contra os quatro sorotipos. Isso pode ser um problema quando lidamos com regiões endêmicas", avalia a bióloga Ada Maria Alves, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Aliás, o produto da Sanofi-Pasteur, embora seja o mais próximo de ser aprovado para uso, não é o único que pretende acabar com a dengue. Há outras versões, semelhantes ou diferentes, estudadas mundo afora. Na Fiocruz, por exemplo, já se investiga uma estratégia que une uma fórmula parecida com a do laboratório francês a uma vacina à base de DNA. "Nos testes com camundongos, a combinação demonstrou que funciona melhor que os modelos isolados", conta Ada Maria. A questão é que levará um bom tempo até ela começar a labutar no corpo humano.

A perspectiva de um imunizante contra esse mal tão íntimo do brasileiro também não significa que, quando ele chegar aos hospitais, todos poderão deixar o mosquito de lado. "Os cuidados com o vetor continuam, sobretudo no início do esquema vacinal", analisa Rey. E, claro, enquanto não dispomos desse recurso, convém eliminar os criadouros do inseto — aqueles locais e utensílios que podem abrigar água parada — e correr para o pronto-socorro diante da suspeita da doença. "Buscamos capacitar mais profissionais de saúde e usar inclusive as redes sociais para ampliar a vigilância", diz Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde. Os inseticidas e larvicidas empregados pelos serviços municipais ajudam, mas precisam ser utilizados com inteligência, uma vez que oferecem riscos à população. E, além de cada um cumprir o seu dever, vale torcer pelo sucesso da vacina. Quando ela chegar, o verão será, sem dúvida, bem mais tranquilo.

Da transmissão ao ataque Há quatro tipos do vírus da dengue e eles são transmitidos para o ser humano na picada da fêmea do mosquito Aedis aegypti, que bota seus ovos em recintos com água limpa e parada. Uma vez dentro do corpo, o micro-organismo se reproduz na medula óssea, no fígado, no intestino e nos gânglios. Quando uma grande carga viral é despejada na circulação, há febre e dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, nas juntas ou pelo corpo, diarreia ou náuseas e vômito. Embora haja casos que até passem batidos, a dengue pode evoluir para a forma hemorrágica, quando a resposta desencadeada pelo vírus no corpo causa lesões nos vasos, e a água do sangue transborda para fora deles, provocando complicações. A chave para escapar delas é o atendimento médico rápido.

 
Foco no mosquito
 
Há cientistas atuando em outra frente de batalha: eles querem a extinção do Aedis aegypti. Em um experimento nas Ilhas Cayman, no Caribe, foram soltos insetos geneticamente modificados em laboratório que, ao cruzarem com os originais, já reduziram em 80% sua população. A vantagem é que esses novos bichos não chegam à idade adulta. Já na Austrália, foram injetadas bactérias no mosquito que anulam a proliferação do vírus.


Em busca da fórmula ideal
 
Esta linha do tempo resume a procura histórica pela vacina da dengue

1944-1945
O cientista russo-americano Albert Sabin (1906-1993) identifica os tipos 1 e 2 do vírus e lidera a primeira tentativa de vacina, que barraria apenas o dengue 1.

1956
Rastreados e identificados os sorotipos 3 e 4 — este último, diga-se, só começou a circular pelo território brasileiro recentemente.

1970-1980
É criado na Tailândia o primeiro modelo de vacina para frear de uma só vez os quatro vírus. Ela abre o caminho para as versões tetravalentes avaliadas hoje.

1994-2011
Por meio de parceria com centros de pesquisa, a Sanofi-Pasteur desenvolve e testa seu imunizante tetravalente. Hoje ele se encontra na última fase de estudos.


Por dentro da nova vacina
 
Saiba como é feito o imunizante e de que forma ele cria uma barreira contra a dengue

1. Os cientistas enxertam no vírus atenuado da febre amarela, que é muito estável e incapaz de provocar doença, um pedaço do genoma do causador da dengue. Essa operação é realizada para cada um dos quatro tipos de dengue. Assim, há quatro unidades diferentes com carapaças de dengue, mas com o maquinário interno de febre amarela.

2. A vacina, dotada desses quatro vírus falsos de dengue, é aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre cada uma. Ela instiga o sistema imune a desenvolver anticorpos para os tipos 1, 2, 3 e 4 do vilão. Isso impede que os vírus de verdade, ao penetrar no organismo, se apoderem das células e detonem complicações.
    



ADMINISTRAÇÃO

segunda-feira, janeiro 09, 2012

O pó da onipotência


A planta que brota nos Andes virou emblema da busca frenética do sucesso.

A cocaína é a droga da euforia. Cheirada, injetada ou fumada, ela incute em seus usuários fantasias de força, poder, beleza e sedução. Nasceu nos Andes, onde os indígenas têm o costume de mascar a folha da coca como estimulante. Entrou na Europa em forma de um pó branco, resultado do refino da planta sul-americana, e em menos de um século se tornou símbolo do estilo de vida frenético dos jovens executivos do mercado financeiro. Hoje, entretanto, suas maiores vítimas são os pobres, que passaram a ter acesso à droga com a difusão do crack – sua versão fumável e barata, que causa dependência quase instantânea. Uma escolha suicida.

 

Elixir mágico já foi vendido em farmácias
O efeito estimulante da coca, planta da qual se extrai a cocaína, já era conhecido pelos indígenas dos Andes muito antes da conquista espanhola, no século XVI. Mas seu consumo era rigorosamente controlado. Fora dos rituais religiosos, os únicos que podiam mascar as folhas eram os mensageiros, obrigados a correr a pé enormes distâncias, respirando o ar rarefeito da cordilheira. Os espanhóis generalizaram esse hábito ao distribuir coca aos nativos submetidos ao trabalho forçado nas minas.
A Europa só se interessou pela planta em 1862, quando o químico alemão Albert Niemann conseguiu, em laboratório, produzir, a partir da coca, um pó branco – o cloridrato de cocaína. No início, ele era vendido nas farmácias como remédio, misturado ao vinho. Só foi proibido na virada do século, quando os casos de morte pelo seu abuso come-çaram a assustar.
Mais do que a ilegalidade, o que levou a cocaína ao ostracismo foi o surgimento das anfetaminas, mais baratas. Mas, na década de 70, a gangorra se inverteu. Os efeitos nocivos das anfetaminas “reabilitaram” a cocaína. Associada à ambição e ao dinamismo, ela se tornou a droga típica dos anos 80. Passou a ser aspirada vorazmente por jovens angustiados e executivos pressionados pela competição nos negócios, os yuppies. Em festas, a oferta de pó pelos anfitriões se tornou um sinal de exibicionismo de novos-ricos.

Ficha técnica

Nome
Cocaína, crack, merla, pasta de coca.

Classificação
Alcalóide estimulante do sistema nervoso central.

De onde se extrai
Folhas do arbusto Erythroxylon coca.

Origem
Andes centrais (Bolívia e Peru).

Formas de uso
Aspirada, fumada e injetada.

O corpo turbinado

A coca é um estimulante poderoso.

Efeitos imediatos
1. Diminuição da fadiga, da fome e da sensibilidade à dor. Paranóia.
3. Aumento da pressão sangüínea. Taquicardia. Grandes doses podem causar parada do coração e morte.

Efeitos a longo prazo
1. Dependência e lesões cerebrais.
2. Mucosas nasais corroídas.
4. O crack irrita os brônquios e contém impurezas cancerígenas.
5. Perda de peso e alterações hormonais.

 

Euforia exige doses cada vez maiores
O cantor inglês Sting, ao lamentar a época em que cheirava cocaína, a definiu como “a mais patética das drogas, a maneira de Deus dizer que você já ganhou dinheiro demais”. Com a multiplicação dos casos de morte por overdose, a coca perdeu muito do seu atrativo como um símbolo de riqueza e de sofisticação. O avanço da heroína – que já conquistou o mercado europeu e se espalha pelo resto do mundo, inclusive o Brasil – é considerado um problema bem mais grave. Mas não se pode imaginar que o pó branco esteja saindo de cena. Uma estimativa da Organização das Nações Unidas de 1997 registra 13 milhões de usários – duas vezes mais que em 1984.
A cocaína costuma causar um efeito de euforia e agitação intensa. Seus usuários se sentem autoconfiantes, com vontade de falar e de se movimentar. Com o uso freqüente, passam a necessitar de doses cada vez maiores para reviver as sensações agradáveis do início. Surgem sintomas de distúrbios mentais, como mania de perseguição e a irritabilidade. Lesões cerebrais graves podem aparecer com poucos anos de uso. O dependente de cocaína tem insônia e falta de apetite. Os casos de morte decorrem, quase sempre, de doses exageradas ou de mistura com outras drogas. No Brasil, seu uso pela via injetável, entre grupos de viciados que compartilham a mesma seringa, é um dos principais fatores de disseminação da Aids.

Uma paixão que durou pouco

Quem diria: Sigmund Freud (1856-1939), o pai da Psicanálise, foi um adepto da cocaína. Ele provou a droga pela primeira vez aos 27 anos, no início de sua carreira médica, e se entusiasmou por aquele misterioso pó que fazia esquecer o cansaço. Passou a receitá-lo como remédio para diversos males, da depressão à cólica. Num texto de 1884, Sobre a Coca, escreveu: “É como se a necessidade de comida e sono, que se faz sentir em algumas horas do dia, simplesmente sumisse”. Além de recomendar o pó à mãe e aos amigos, exaltou suas propriedades em cartas apaixonadas à sua noiva, Martha – algumas delas sob o efeito da cocaína, que bebia diluída em água e, às vezes, injetava. A empolgação desapareceu diante da morte de um amigo ao qual havia receitado 1 grama de pó por dia. Freud abandonou a coca em 1887, aos 31 anos, e nunca mais a elogiou. Fez o que pôde para que seus artigos sobre a droga fossem esquecidos da sua obra.

Ingrediente original

O nome do refrigerante mais popular no planeta não é uma coincidência. Inventada em 1894, a Coca-Cola tinha, de fato, cocaína em sua fórmula original – e deve muito de seu êxito inicial ao efeito estimulante provocado pela droga, que, na época, circulava livremente. Um anúncio de 1888 sugeria: “Você vai ficar surpreso ao perceber como Coca-Cola reanima as mentes cansadas”. Em 1903 (quando a garrafa era a da foto ao lado), os fabricantes tiraram a cocaína da receita e a substituíram por cafeína.

A devastadora escalada do crack

O que preocupa mesmo as autoridades brasileiras não é tanto a cocaína em pó – mais consumida pelas classes de maior poder aquisitivo – e sim o crack, sua variante fumável, que vicia com apenas três ou quatro doses e faz efeito em menos de 10 segundos. Mais barato que a cocaína (uma dose custa cerca de 5 reais), o crack está se alastrando no país com uma rapidez comparável à de sua ação no organismo. A “pedra”, como é conhecida, chegou à Grande São Paulo em 1988 e, em dez anos, já conquistou 120 000 usuários – o que, no caso, é quase sinônimo de dependentes. Na parte mais decadente do centro da cidade, o tráfico criou uma espécie de feira livre de venda e uso da pedra, a Crackolândia. “Aqui todo mundo usa. A gente passa a noite pipando e de dia descansa”, disse à SUPER uma moradora de rua, de 46 anos. Na Crackolândia, é comum encontrar meninas de menos de 18 anos se prostituindo em troca de crack ou de dinheiro para comprá-lo. As maiores vítimas, em São Paulo, são os meninos de rua. Uma pesquisa do Cebrid com 38 crianças, em 1993, revelou que 48 delas fumaram crack naquele ano. Curiosamente, a droga é quase inexistente no Rio de Janeiro. Os traficantes de lá proíbem o crack, temendo que ele vicie os adolescentes que trabalham para o tráfico nos morros.
O crack surgiu nos Estados Unidos, no final dos anos 70. Era, no início, uma droga “de elite”, de uso restrito. Tornou-se uma epidemia ao entrar nos guetos miseráveis das cidades americanas, onde faz estragos entre os jovens negros e de origem latino-americana. Mas nem todos os viciados são pobres. O crack também seduz indivíduos de classe média e alta, atraídos pelo ambiente que envolve o consumo.

Mistura simples e mortífera

O crack custa menos do que a cocaína em pó porque é um produto mais grosseiro. As duas drogas partem da pasta-base da coca, obtida pela mistura das folhas esmagadas com querosene e ácido sulfúrico diluído. Até o pó, são necessárias outras etapas de purificação, em que entram éter, acetona e ácido clorídrico. O crack, em forma de pedra, é a própria pasta misturada com bicarbonato de sódio. O nome imita o som das pedras queimando no cachimbo, geralmente improvisado com um pedaço de antena de carro e um pote de iogurte. O efeito dura de 1 a 2 minutos.“É a droga com maior capacidade de criar dependência”, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, diretor da Unidade de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo.

Três vias para o cérebro

Qualquer que seja a maneira de usar, o efeito é sempre destrutivo.

CHEIRADA, a cocaína passa pelas mucosas nasais (1), pulmões (2) e coração (3). Parte vai para o fígado (4) e parte chega ao cérebro (5) em cerca de 1 minuto.

FUMADA, a droga atinge o cérebro (3) em cerca de 8 segundos, após passar pelos pulmões (1) e coração (2). O efeito também é mais breve.

INJETADA, na veia, a cocaína cai imediatamente na corrente sangüínea (1) e atinge o coração (2). De lá, será bombeada diretamente para o cérebro (3), em cerca de 10 segundos.

sábado, dezembro 31, 2011

ECLETICISMO MUSICAL NO BLOG!!



A HISTÓRIA DA BALA CHITA - POR MARCELO DUARTE

 Meus caraos leitores

Uma das melhores lembranças que tenho de minha infância são as balas chita, na entrada do cinema lá na minha cidade Cachoeira do Sul. Pois bem acredite, mudei-me em virtude de meu trabalho para a zona sul do estado(RS), e acredite, aqui nem minha esposa, conhecia a bala chita!!! Só acreditaram em mim quando ela,minha esposa, foi a trabalho até minha cidade natal e me trouxe um pacote de 1 kg de bala chita… hehehe muito bom!!!Um grande amigo meu de infância, publicitário renomado, postou no seu facebook alguma coisa sobre a bala chita então, encontrei através de um outro blogueiro essa história que estou publicando, fascinante para quem conviveu um bom tempo e ainda convive com essa bala... Aí vai..

 

A história das Balas Chita

Pouco mais de um mês atrás, comentei aqui no Blog do Curioso as minhas lembranças da Bala Chita. O post acabou me rendendo um presente de uma leitora:  o Drops Chita (sabor original de abacaxi). Ele é durinho,  não é mastigável como a Chita que conhecemos.

Mas não vá se entusiasmando: esse novo tipo de Bala Chita já saiu de linha. Por causa das vendas baixas, a fabricante Cory resolveu tirá-lo de linha. Logo agora que eu descobri a novidade? A boa notícia é que dá para comprar a bala tradicional pelo site da marca. O problema é que só dá para comprar em pacotes de 600 gramas.
Um pouco da história da Chita. O produto foi criado em 1945 pelo espanhol João Rucian Ruiz, que projetou as máquinas para fazer  as primeiras balas mastigáveis do Brasil. O nome da bala veio da paixão que ele tinha pelos filmes de Tarzan. O primeiro sabor foi o de abacaxi. Depois vieram outros. Este anúncio, da época em que foi lançado o sabor uva, estampou o slogan “A macaca tá certa!” – uma alusão a um bordão do humorístico “Planeta dos Macacos”.

No começo dos anos 2000, a fabricante Santabina Alimentos, de Ribeirão Preto (SP), começou a ter um sucesso tão grande nas exportações que não dava conta do mercado nacional. A bala começou a ser vendida para África do Sul, Estados Unidos, Canadá, Líbano, Senegal e Japão. A produção diária chegava a 15 toneladas diárias, mas quase não sobrava nada para o mercado interno.

Em 2006, o doce passou a ser produzido pela Cory Alimentos, empresa que tem fábricas em Ribeirão Preto (SP) e Arceburgo (MG), e também fabrica as balas Icekiss, aquelas que vêm com mensagens de paquera dentro da embalagem.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

TORRES, VALE A PENA CURTIR...

UM NOVO OLHAR SOBRE TORRES- FOTOS LUIS REIS.wmv

Meus caros leitores vale a pena curtir as fotos da mais bela praia gaúcha sob o olhar deste grande fotógrafo..!!!


GASTRONOMIA



Pizzaria Tamaju


foto da pizzaria
Foto da pizzaria
 
Prezados leitores e amigos

Depois de tantas propagandas de amigos, eu e minha família fomos na pizzaria Tamaju e, após comermos uma pizza de filé com fritas e uma diplomata- leia-se nada mais nada menos que filé(de verdade..!!) com 1molho madeira, muito queijo e um toque sublime de manjericão. Muito boa..!!!Para quem mora ou que venha visitar Pelotas, Vale a pena esperimentar..!!

http://www.tamaju.com.br/pizzaria.php

  

quinta-feira, dezembro 29, 2011

MÚSICA NO BLOG - CLÁSSICOS DO BLOG




CURIOSIDADES II - COMO FUNCIONA..?

 

Abastecimento de avião no ar

É como encher o tanque do carro. Só que a 30 mil metros de altura. E qualquer falha pode criar uma bola de fogo. Por isso o abastecimento no ar é para casos extremos, como guerras - quando não há solo amigo por perto, por exemplo. Aqui mostramos o exemplo do C-5M Super Galaxy, usado pela Força Aérea americana.

por Larissa Santana, Gabriel Gianordoli, Raphael Soeiro e Luciano Veronezi
1. Aproximação

Um avião carregado de combustível, o avião-tanque, fica na frente do que vai ser abastecido. A aeronave com tanque vazio reduz a velocidade de cerca de 820 km/h em cruzeiro para 500 km/h. Abaixo disso seria perigoso: em geral aviões só voam se estiverem a mais de 240 km/h.


2. Turbulência

O avião a ser abastecido recebe o ar que já passou pelas asas do avião-tanque. Isso gera turbulência. Hora de o piloto acionar um dispositivo chamado Pitch Trim, algo como uma asinha que ajusta o ângulo do avião suavemente e alivia a instabilidade.


3. Mangueira de combustível

Fica acoplada à fuselagem do avião-tanque. Para guiá-la até a válvula do avião a ser abastecido, um operador usa um manche (como os joysticks de simuladores de voo). Não há ajuda eletrônica, e o encaixe depende da atenção do operador. A mangueira tem 4,5 metros de comprimento e uma extensão de 2,5 metros.


4. Balanceamento

Enquanto é injetado, o combustível é distribuído por vários compartimentos - do contrário, um lado da aeronave pode ficar pesado demais. Cabe a um engenheiro de voo acompanhar o abastecimento e direcionar o combustível, usando botões em seu painel de controle.


5. Retirada da mangueira

Finalizado o abastecimento, fecha-se uma íris na ponta do injetor, (como o diafragma de uma câmera fotográfica), o que impede vazamentos na retirada da mangueira. Como as turbinas geram calor, qualquer gota vazada provocaria um incêndio.


São bombeadas por minuto até duas toneladas de combustível

Com tanque cheio e carga pela metade, um avião como o C-5M pode percorrer 10 mil km

É o suficiente para ir de São Paulo à Turquia sem escalas

A operação dura de 30 a 40 minutos

quarta-feira, dezembro 28, 2011

CURIOSIDADES

 

Segurar o xixi ajuda a tomar decisões

Psiquiatras da Universidade de Twente, na Holanda, demonstraram que ter bom controle da bexiga ajuda a evitar atitudes impulsivas. Numa experiência, pessoas que tomaram 5 copos de água fizeram escolhas menos imediatistas e mais vantajosas. Isso supostamente acontece porque segurar a vontade de urinar estimula o autocontrole.

GESTÃO DE PESSOAS

Mundo: 80% dos profissionais apresentam algum sintoma de depressão

 

A OMS considera como sintomas de depressão irritação, problemas para dormir, preocupação, perda de interesse e tristeza

Um levantamento realizado pela consultoria Rogen Si revelou que quase 80% dos profissionais apresentam sintomas de depressão. O estudo analisou países da África, Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio, América do Norte, América do Sul e Reino Unido.

De acordo com o estudo, 23,2% apresentam cinco ou mais sintomas. Já 10,5%, quatro sintomas; 14,8%, três sintomas; 17,9%, dois sintomas; e 13,2%, um sintoma. Apenas 20,44% dos profissionais disseram que nunca apresentaram nenhum sintoma de depressão.

A Organização Mundial da Saúde considera como sintomas de depressão irritação, problemas para dormir, preocupação, perda de interesse, tristeza, dores de cabeça e cansaço constantes, dor muscular, falta de apetite, remorso, náuseas, se sentir desvalorizado, entre outros.

Muita cobrança 
A coordenadora de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Veridiana Germano, explica que casos de depressão são comuns em empresas em que os profissionais estão sobre pressão para alcançar metas e objetivos.

“A pessoa tem muitas tarefas ao mesmo tempo. O acúmulo de tarefas e serviços gera estresse”, acrescenta.

Por isso, para a especialista, o líder tem papel fundamental neste processo, já que ele deve avaliar se o funcionário não está sobrecarregado e se consegue desempenhar suas tarefas sem que o estresse afete a sua vida.

O que fazer 

No caso de ter alguém com depressão na equipe, Veridiana aconselha que o gestor acompanhe atentamente o profissional e tenha paciência, pois como se trata de um problema de saúde, o profissional terá seu desempenho afetado devido ao desânimo, tristeza, entre outros sintomas.

Já nos casos de depressão mais graves, a coordenadora alerta que, muitas vezes, é necessário que o profissional se afaste do trabalho. “É importante ter confiança neste profissional. A pessoa não é assim, ela está passando por uma fase ruim”, diz.

O líder também deve aconselhar e incentivar que a pessoa deprimida procure tratamento médico. Se for necessário, o colaborador deve passar até mesmo pelo médico do trabalho, que poderá auxiliar melhor quem está com depressão.

Em relação aos colegas, Veridiana aconselha que procurem apoiar e se mostrem disponível para ouvir quem está com depressão. Além disso, as pessoas devem tentar envolver ao máximo o outro nas atividades e até mesmo convidar para eventos externos da empresa.

ADMINISTRAÇÃO

Quer mudar o horário de trabalho? Saiba o que falar com seu gestor

 

Especialista dá dicas de como abordar o gestor de uma equipe para conseguir alterações no horário de trabalho

Conseguir uma alteração na carga horária de trabalho nem sempre pode ser tão fácil quanto se imagina, especialmente se as responsabilidades de um contratado exigirem uma dedicação especial em determinado momento do dia. Nestas ocasiões, dobrar o chefe sobre a importância de uma alteração em sua jornada pode ser mais complicado ainda. Mas será que existe uma maneira mais simples de resolver esta situação?
De acordo com a consultora da Muttare, Roberta Yono Ebina, sim, desde que o profissional tenha bom senso e clareza para expor a questão para seu gestor. “O colaborador precisa ser transparente e abordar seu supervisor, preferencialmente, logo no primeiro horário da manhã”, orienta.
Segundo ela, é justamente neste período que as atividades encontram-se mais tranquilas no escritório, o que certamente favorecerá tal solicitação. “Não espere que ele abra o e-mail corporativo ou comece a resolver outros problemas. Seja direto e sugira uma solução para a questão, mas lembre-se de apenas sugerir e não impor. A decisão final será sempre do executivo”, explica Roberta.

Decisão em equipe
Apesar de algumas empresas dependerem exclusivamente da decisão do empregador, outras costumam consultar a opinião da própria equipe para avaliar o impacto de uma alteração no horário de trabalho de um membro do time.
“Se a alteração for prejudicar a produção ela certamente será negada. Contudo, se a equipe, em conjunto, concluir que tem condições de cobrir o horário que tal colaborador estará fora da empresa, a mudança poderá ser feita”, esclarece.

E se ele falar não?
Se a resposta for negativa não há muito o que se fazer, afinal, ou o colaborador desafia o chefe e corre o risco de perder seu emprego ou aceita a decisão e mantém seu horário como está.
Segundo a sócia do escritório Benhame Sociedade de Advogados, Maria Lúcia Benhame, em uma situação como esta, quem manda é a empresa.
“Ela é quem define o horário do empregado, conforme explica o contrato pré-estabelecido no início do trabalho. Entretanto, vale lembrar que o empregador só não pode, com isso, prejudicar o trabalhador ou fazer uma alteração contratual discriminatória”, diz.
De acordo com ela, costuma ser considerado discriminatório mudar o turno de uma pessoa sem necessidade real, apenas com o intuito de forçar o funcionário a pedir demissão.

Cuidado especial
Além disso, é preciso ter cuidado com algumas carreiras em especial, como a de aviador internacional, por exemplo. “Em profissões como esta o empregador precisa respeitar o período de descanso e folga, pois qualquer alteração pode comprometer o desempenho do profissional e comprometer outras vidas”, conclui Roberta.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

MÚSICA NO BLOG - CLÁSSICOS DO BLOG




Ter brancos constantemente


Com tanta coisa para lembrar, fica difícil não se esquecer do que você ia fazer 5 minutos atrás. Saiba como a sua memória funciona e o que fazer para não perdê-la

 

 

 

Computadores do tamanho de um fio de cabelo. Cérebros eletrônicos programados para entender as emoções do usuário. Bem-vindo ao mundo de Jean Paul Jacob. Ele é gerente do Centro IBM de Pesquisas, um dos laboratórios de tecnologia mais avançados do mundo, localizado em Almadén, na Califórnia, Estados Unidos. Doutor em Matemática e Engenharia, Jacob recebe todo dia mais de setenta e-mails. Atende cerca de trinta telefonemas. Conversa com dezenas de pessoas. É comum também dar palestras em todo o mundo, ocasião em que entra em contato com centenas de colegas e alunos. Na Internet, lê jornais e revistas eletrônicos. Para receber e processar tantas informações, é justo imaginar que ele tenha uma memória tão precisa quanto a dos supercomputadores que projeta, certo? Nem tanto. “Eu costumo esquecer tudo”, diz Jacob.


Maria Fátima de Módena, 45 anos, dirige uma empresa que monta feiras e exposições pelo Brasil. Logo depois de acordar, começa a ler os jornais. “Uso muito as notícias no meu trabalho”, diz. Em seguida, senta-se à frente do computador e abre as dezenas de e-mails que a esperam no início do dia. No serviço, o celular toca o tempo todo. “A pia do estande está vazando.” “Deu curto no sistema elétrico.” “O equipamento ainda não chegou.” E Fátima sai correndo de um lado para outro, acionando colaboradores, tomando providências. Há três anos, a executiva começou a esquecer coisas. “Minha memória estava péssima. Tinha brancos constantemente. Não conseguia guardar nenhum telefone. Até o da minha própria casa às vezes eu esquecia.”

Estresse? Não só. A avalanche de informações, uma das características mais marcantes do mundo contemporâneo, aqui ou em qualquer outro país, atinge em cheio a nossa habilidade de recordar. As folhas de fax, os programas de televisão, as notícias do jornal e até as matérias das revistas (opa!) representam uma quantidade de dados que parece ser maior do que aquilo que podemos guardar. Os psicólogos até já inventaram um nome para isso: síndrome da fadiga da informação. “Quando estamos abarrotados de dados, fica difícil se concentrar naquilo que realmente precisamos lembrar mais tarde”, diz a psicóloga Cynthia Green, coordenadora do programa de aprimoramento da memória da Escola de Medicina de Mount Sinai, em Nova York. “É muito mais um problema de assimilação do que de esquecimento.”

A assimilação (é bom repetir a palavra, isso ajuda a lembrar) é a primeira etapa do processo de memorização. Inicialmente, as imagens, os diálogos, movimentos, cheiros etc. são captados pelos sentidos.

Há um rearranjo no circuito cerebral, uma alteração na taxa de disparos químicos entre os neurônios –– as células que fazem a comunicação de dados no cérebro. Essa é a memória de curto prazo, que você usa rapidamente e esquece em seguida. Exemplo disso são os números de telefone, que vão para o espaço assim que você acaba de discá-los. Para que você possa acionar um dado uma ou duas semanas depois de tê-lo captado, é preciso convertê-lo em memória de longo prazo. Esse trabalho fica a cargo do hipocampo (veja o infográfico na página XX). É ele que entra em ação quando você decide quais as frases, os rostos e os números que devem ser arquivados para uso futuro. O hipocampo envia os dados para diferentes locais do córtex cerebral. Lá ocorre uma alteração química, dessa vez mais profunda, que fortalece as conversas entre as células da massa cinzenta. Quanto mais extensa e bem enraizada for a rede de neurônios, mais fácil será o acesso ao escaninho depois. “Mas, se você lida com a informação de maneira superficial –– surfando como um possesso pela Internet, por exemplo ––, não vai conseguir reter nada”, diz a psicóloga Cândida Camargo, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Assim que as cenas, os sons, os cheiros etc. são integrados aos circuitos do cérebro, o hipocampo descansa e entra em cena o lobo frontal, estrutura responsável pelo processo de recordação. É ele que traz à tona todas as informações que foram devidamente estocadas. “O lobo frontal coordena as diversas memórias e é a parte do cérebro que o ser humano tem mais desenvolvida em relação aos animais”, diz o psicólogo Orlando Bueno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No lobo frontal, que é tão complexo quanto frágil, a memória de curto prazo e a de longo prazo se completam para formar aquilo que chamamos de raciocínio. Esse processo de recuperação de dados é o que falhou no cérebro do presidente Fernando Henrique Cardoso quando, há alguns dias, na inauguração de uma fábrica da General Motors elogiou, por engano, a Ford – arquiinimiga da GM.

Além do excesso de informações, a falta de memória pode ser provocada também pela depressão, pela ansiedade e pelo estresse. Uma pessoa com tendência ao baixo-astral, por exemplo, acaba se preocupando mais com o que a está aborrecendo do que com os outros aspectos da vida. Um ansioso tem muita dificuldade para se deter por muito tempo no mesmo assunto. O estresse, além de atrapalhar a concentração, pode interferir de outras maneiras. Suspeita-se que ele encolha o hipocampo e libere hormônios que danificam as moléculas transportadoras de energia, deixando o cérebro sem força suficiente para operar. Sem contar que existe um parentesco estreito entre o estresse e a síndrome da fadiga da informação. “Uma das principais causas da tensão é o excesso de conteúdo. Em qualquer função de chefia, a informação é tanta que o sujeito acaba esgotado. É quando você acorda à noite pensando em trabalho”, diz o neurologista Iván Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e um dos cientistas brasileiros mais prestigiados fora do país.

Os brancos de memória motivaram e motivam muitas experiências. No ano passado, cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, começaram a desenvolver a mais promissora das drogas destinadas a ajudar a memória. Depois de alterar o código genético de alguns ratinhos, eles conseguiram elevar a quantidade de receptores de NMDA (um tipo de neurotransmissor, a substância responsável pela comunicação entre os neurônios). Quando esses receptores são repetidamente acionados, ocorrem reações químicas que produzem uma espécie de ponte entre os neurônios e ajudam a fixar a memória. Calcula-se que daqui a oito ou dez anos já esteja disponível no mercado uma droga inspirada nesses estudos. Ela será útil para pessoas que sofrem de doenças degenerativas do cérebro, como as diversas demências e o Alzheimer, que danificam os neurônios. Mas o mais interessante é que, segundo o neurologista Joseph Tsien, diretor da experiência, ela também será útil para pessoas saudáveis que experimentam leves esquecimentos.

Há outras novidades no horizonte. Além de estimular a comunicação entre os neurônios, os novos experimentos buscam induzir, com segurança, sua multiplicação. E isso é algo extremamente recente no mundo da ciência. Até dois anos atrás, era tido como certo que neurônios não se reproduziam. Quando um morria, não era substituído. Agora, está comprovado que a memória não é formada somente pelos neurônios que acompanham a pessoa desde o nascimento. “Mesmo na idade adulta é possível contar com uma reserva de novos neurônios”, diz o neurologista Paulo Bertolucci, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Eles surgem a partir de células primordiais (ou células-tronco), que existem em todo o sistema nervoso e podem se especializar em atuar no interior do hipocampo. O desafio do momento é conseguir aumentar a produção dessas novas células cerebrais. “Supondo que possamos determinar os genes que ordenam essa multiplicação, seria só mudar essa chave”, diz. Algo que, de acordo com Bertolucci, só vai acontecer daqui a muitos anos. De todo modo, a possibilidade de aportar novos neurônios é uma ótima notícia para cérebros cansados de guerra, que já estão na situação de esquecer mais do que lembrar.

Claro, há riscos envolvidos. “O cérebro é o resultado de muitos anos de evolução do homem. Qualquer mudança artificialmente induzida poderia alterar esse equilíbrio”, diz Gilberto Xavier, neurofisiologista da USP. “Um crescimento dos receptores NMDA poderia levar a uma maior propensão à epilepsia, por exemplo.” É quase um curto-circuito. O sucesso da multiplicação dos neurônios depende basicamente de conseguir organizá-los. Do contrário, um crescimento desordenado poderia até virar um tumor.

Enquanto as pesquisas caminham, quem sofre com a perda de memória já achou alguns paliativos na farmácia. A droga mais popular é um medicamento fitoterápico de nome esquisito: o ginkgo biloba. O ginkgo é de uma família antiqüíssima de plantas, anterior até aos dinossauros. Para começar, ele deixa o sangue menos denso, fazendo-o correr mais rápido pelos vasos e levar mais energia e oxigênio para os neurônios.

Além disso, o ginkgo degrada alguns inimigos do cérebro, como a enzima MAO, que atrapalha as comunicações cerebrais, e os radicais livres, que viajam pelo corpo todo depredando e envelhecendo os tecidos.

Em uma pesquisa da Unifesp feita este ano, 23 sexagenários –– todos saudáveis –– tomaram uma cápsula de ginkgo por dia durante seis meses e se submeteram a vários testes. Um deles consistia em repetir, em uma prancha com nove quadradinhos, a seqüência de posições demonstrada. Antes de usarem o remédio, conseguiam repetir em média 3,4 posições. Depois, foram capazes de acertar 5,4. “Eles demostraram uma melhora de memória, de atenção e de aprendizado”, diz a psicóloga Ruth Ferreira dos Santos, responsável pela pesquisa. Mas o ginkgo tem suas limitações. Ao deixar o sangue mais diluído, o poder de cicatrização do indivíduo diminui e podem surgir sangramento internos.

Na falta de medicamentos totalmente confiáveis, a prática de exercícios físicos aeróbicos (levantar pesos, atividade anaeróbica, não ajuda em nada) aparece como um dos meios mais garantidos de manter uma boa memória. “Eles ativam a circulação do sangue, reduzem o estresse e a ansiedade”, diz o professor de Educação Física Marco Túlio de Mello, da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. As atividades em grupo também aprimoram a coordenação motora, que pode ser entendida como a memória que usamos para movimentar o nosso corpo.
Uma dieta balanceada, com refeições na hora certa, também contribui. “Quem acorda de manhã, toma uma xícara de café e sai para a rua corre o risco de ter uma memória menos ativa até a hora do almoço”, diz Orlando Bueno, da Unifesp. É que a energia necessária ao bom funcionamento do cérebro chega por meio dos alimentos. Acredite ou não, o próprio ato de mastigar, por si só, ajuda. Em uma pesquisa realizada este ano com ratos de laboratório, cientistas da Universidade de Gifu, no Japão, descobriram que o movimento das mandíbulas conserva as lembranças por mais tempo. Não se sabe ainda como isso acontece, mas se especula que ele reduza o estresse e aumente a irrigação do cérebro.

Há também exercícios mentais que podem estimular a memória. Um deles é acrescentar outros significados ao que você quer lembrar –– uma forma simples de fortalecer as conexões entre os neurônios. Todo bom professor de cursinho pré-vestibular sabe que isso funciona. “Não dá mais para passar conhecimento de uma maneira tradicional. A gente tem que usar piada, contar histórias, músicas e tudo o mais para que os estudantes consigam guardar o conteúdo das aulas”, diz Paulo Figueiredo, professor de Biologia do Curso Objetivo, em Lavras, Minas Gerais, que, aliás, está lançando o seu segundo CD com letras de biologia. O... humm, como é mesmo o nome dele?, ah, é mesmo, hipocampo terá seu nome mais facilmente gravado depois que você souber que ele deriva de uma palavra latina que significa cavalo-marinho. O nome é esse porque o formato do hipocampo lembra o do bicho.

Também é recomendável que você assuma o comando da massa de informações com que lida. Como? Não deixando que ela controle você. “Determine quando você está mais disponível a receber novos dados e tente limitar a absorção de conhecimentos novos a horas específicas”, diz Cynthia Green (aquela médica do Mount Sinai, em Nova York, lembra-se?). A atarefada Fátima (consegue lembrar quem é?) aprendeu a lidar com isso e hoje desliga o celular quando não está trabalhando.

Outra dica: não deixe toda a responsabilidade de lembrar para os seus pobres neurônios. Alimente uma espécie de memória paralela. Liste as coisas que você tem a fazer. Use muito a agenda. O gerente de treinamento da Johnson & Johnson, Roberto Zardo, 45 anos, recebe uma média de cinqüenta e-mails por dia, assina dois jornais, três revistas e navega todo dia na rede. “A entrada de informação é brutal”, diz. Para resolver a questão, decidiu se aliar à tecnologia. Sua agenda eletrônica guarda 706 números de telefone e 467 datas de aniversário. É mais de um parabéns por dia. O pesquisador Jacob também tem seus truques.

O primeiro é anotar praticamente tudo. Ele transforma em papeizinhos de recado todas as informações que vê ou ouve. Dá a elas um título (com indicações como “recomendo”, “preciso”) e depois passa para o computador, em que são organizadas em pastas de acordo com uma hierarquia de assuntos. “Eu não me lembro da informação, mas sim de onde ela está”, diz. Seus dados, compromissos, endereços e telefones se encontram todos em um disco rígido que ele carrega para todo lugar que vai e acopla diversos computadores. Até mesmo as conversas telefônicas podem ser incluídas nesse arquivo, pois ele grava cerca de vinte chamadas por dia. O recado é um só: tente liberar a cuca de tudo que puder ser armazenado em outro lugar.

Nas livrarias, existem vários livros cheios de promessas. Memória Turbinada, Como Ter uma Memória Superpoderosa. Coisas do tipo. Todos trazem exercícios que buscam ajudar a fixar os arquivos do passado. Alguns ensinam a construir associações tão infalíveis quanto estranhas. Considere, por exemplo, a seguinte frase: “Cavalo-marinho não é lobo mau.” Gravando-a, você poderá lembrar-se com mais facilidade de que tanto o hipocampo (cavalo-marinho) quanto o lobo frontal (lobo mau) estão relacionados ao armazenamento e à recuperação de informações, nessa ordem.

Bem, mesmo que você não aproveite tanto as dicas dos livros, saiba que o simples fato de ler já é um bom exercício para a memória. Ao ligar os novos conhecimentos ao que já sabe, você promove um caloroso diálogo entre seus neurônios, o que é fundamental para a construção das lembranças. Com tudo isso, temos certeza de que até os mínimos detalhes desta matéria ficarão para sempre na sua mente. Você vai se lembrar de que o ginkgo tem forma de cavalo-marinho, que o hipocampo pode se multiplicar e que os neurônios são vegetais que já existiam na época dos dinossauros.

Sinta o mundo à sua volta

Ou esqueça. Não adianta tentar se recordar do que você não gravou direito
1. Aquisição

Preste atenção. O primeiro passo é ver, cheirar, escutar, saborear ou tocar. Você só vai poder se lembrar de algo se isso for bem captado pelos sentidos. Ansiosos, deprimidos, estressados e cansados têm dificuldade para manter a concentração e acabam deixando passar muita coisa.

2. Armazenamento
Para guardar para sempre o que você aprendeu, seu cérebro precisa processar as informações no hipocampo. Ele seleciona os dados que podem ser expressos por meio de palavras e determina quais devem ser armazenadas no córtex. Doenças como o mal de Alzheimer e o estresse atacam e comprometem essa estrutura.

3. Recuperação
Trata-se do ato de se lembrar, quando você vasculha sua massa cinzenta à procura das informações espalhadas no córtex. Uma das estruturas que fazem esse serviço é o lobo frontal, que acaba ficando mais fraquinho com a idade.

Rato com memória de elefante

A genética e o aprendizado explicam as diferenças entre as pessoas
Você se lembra mais facilmente de cheiros, de imagens ou de situações? Cada um tem o seu modo particular de recordar. “A memória é metade determinada pelos seus genes e metade pelo que você fez durante a vida”, diz Gilberto Xavier, da USP. Assim, se durante sua infância você desenvolveu mais o seu ouvido, escutando música, terá a região responsável pela audição mais apurada.
Em outros casos, pode-se arriscar uma explicação genética. João Gordo, 36 anos, vocalista da banda Ratos de Porão, consegue se recordar da sua primeira festa de aniversário. “Lembro-me do meu avô e da muvuca toda”, afirma. Ele também se recorda da programação da televisão e de todos os nomes dos personagens de desenho animado e dos seriados. Dos Herculóides ao violento Telecatch, um programa de luta livre. A sua capacidade de guardar na memória, segundo o próprio, vai além. “Tenho 2 000 CDs e não encontro problema nenhum de achar uma música no meio deles.”
Outro caso notável é o do crítico carioca de cinema Sérgio Leemann. Aos 14 anos ele ganhou um livro com a ficha técnica de 2 000 filmes. Decorou todos. Ele é programador de sete canais de uma rede de televisão a cabo e consegue se lembrar de detalhes de quase todos os filmes que passam pelas suas mãos e pelos seus olhos. A sua memória guarda as principais informações de três revistas, quatro jornais, onze páginas da internet e oitenta e-mails que lê todo dia, enquanto planeja todos os filmes dos próximos três anos. Tudo isso sem esquecer os compromissos nem perder a chave do carro. “Sempre tive facilidade para me lembrar das coisas”, afirma.

É tudo mentira?

Por mais sincero que você seja, é  bom saber que nem tudo o que traz consigo é 100% verdadeiro
Você confia nas suas memórias de infância? Pois é melhor não ter tanta certeza. Elas podem estar cheias de coisas colocadas lá muito tempo depois de terem acontecido. São as memórias falsas. "Isso acontece quando você se lembra de alguma coisa específica, mas não do todo", diz o psicólogo Daniel Schacter, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. "Aí, na hora de reconstruir a cena, você pode usar inconscientemente a imaginação para preencher as lacunas."
Quando levadas a sério, as memórias falsas se tornam preocupantes. "Elas são a principal causa de prisões injustas", diz Schacter. Elas podem estar por trás de crimes polêmicos e relatos de seqüestros por extraterrestres. Em 1994, as manchetes dos jornais estamparam o caso de James Ingram, um policial que chegou a ser condenado a vinte anos de prisão por ter abusado sexualmente de suas duas filhas. O drama começou quando uma senhora de 60 anos anunciou numa igreja que alguém ali havia sido violentado quando criança. Uma das filhas de Ingram começou a chorar e disse que o pai a molestava. Durante semanas as duas irmãs revelaram detalhes terríveis sobre rituais satânicos e sessões de estupro cometidas pelo pai, que admitiu as atrocidades. Mais tarde, especialistas provaram que as histórias eram incoerentes. Ingram aceitou as acusações para agradar os policiais e psicólogos, ávidos por informações chocantes. “É aconselhável buscar relatos de outras pessoas sobre o passado para ter certeza de que ele realmente existiu”, diz Gilberto Xavier, da USP.
No filme Blade Runner, a bela andróide Rachael (Sean Young) recebe um implante com lembranças de outra pessoa. E se desespera ao saber que nenhuma das suas recordações é real, que nada daquilo aconteceu de fato com ela. A memória permitia-lhe acreditar que havia tido uma infância e que era tão humana quanto eu e você. Aliás, você tem mesmo certeza de que viveu tudo isso que está na sua mente?

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Maia defende poder de investigação para CNJ

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenha poder de investigação, mas ressaltou ser preciso regulamentar qual a amplitude desse poder. "A investigação deve ser uma prerrogativa do CNJ. Ele está ali para regulamentar as ações do Judiciário. O nível e a forma como isso se deve dar talvez precise ainda de um regramento específico", disse. Maia afirmou que o ideal é determinar por lei as atribuições de instituições como o CNJ e destacou que o órgão precisa ser valorizado.

terça-feira, dezembro 20, 2011

AMIGO DA ASSOCIAÇÃO

Neste mês de dezembro de 2011, tive a honra de ser convidado para receber o troféu AMIGO DA ASSOCIAÇÃO DE CABOS E SOLDADOS DA BRIGADA MILITAR. A solenidade ocorreu na Sede da Associação em Pelotas. Isso devido ao fruto de muito trabalho e de laços de amizades que são construidos com muita dedicação e comprometimento com o serviço público e acima de tudo com mútuo repeito e valorização ao ser humano.
 Obrigado meus amigos, esse troféu vai também para todos os meus colegas, amigos e colaboradores da SUSEPE pois sem eles...

                                                

OS LÍDERES DO FUTURO

Quem serão os líderes de 2030?

 Os líderes do futuro precisarão de apoio para se adaptar a uma série de mudanças organizacionais que terão implicações sociais, políticas e econômicas

No ano em que atingimos sete bilhões de habitantes no planeta Terra podemos analisar algumas megatendências (processos transformacionais de longo prazo, numa escala global, com um escopo amplo e um impacto dramático) que deverão impactar a humanidade nos próximos anos, especialmente, em um Mundo onde ainda há muita fartura em alguns países e muita miséria em outros.

Alguns dados da ONU apontam que, em 2050, teremos dois bilhões a mais de habitantes no planeta. Este número trará impactos não só econômicos, mas também sociais e políticos. Como, por exemplo, aumentar em até 70% a produção de alimentos no Mundo, sem interferir no meio ambiente.

Como especialistas no desenvolvimento das melhores práticas no desenvolvimento de líderes, o Hay Group associou-se a Consultoria Z-Punkt, uma empresa especializada em previsões, baseada em Cologne, na Alemanha, com o objetivo de identificar as megatendências que terão maior impacto nas organizações e nas lideranças ao longo da próxima década. A análise de megatendências considerou o contexto global atual e projetado para os próximos 20 anos.

Mas, especificamente, a meta principal da pesquisa era entender como essas megatendências iriam afetar o trabalho e as práticas de liderança em três níveis diferentes: ambiente corporativo, organização, pessoas e equipes.Desta forma, foram identificadas seis megatendências que terão maior impacto para a liderança:

1. Globalização: Principais desafios – demandas cognitivas e estratégias/agilidade;

2. Mudança no clima e impacto ambiental: Principais desafios – raciocínio estratégico e conceitual (equilíbrio entre as demandas conflitantes do sucesso financeiro, a responsabilidade social e a custódia ambiental) - / impulsionar mudanças;

3. Individualismo e pluralismo de valor: Principais desafios – criação de lealdade/estrutura plana e flexível;

4. Estilo de vida digital: Principais desafios: Divisão indefinida entre a vida pública e privada, mudança no poder, maiores demandas de abertura, transparência, integridade, ruptura entre gerações;

5. Mudança demográfica: Principais desafios – criação de espaços virtuais de trabalho que sejam, ao mesmo tempo, apropriados para as atividades laborais e capazes de manter a conexão entre as pessoas;

6. Convergência de tecnologia: Principais desafios – Garantir conexão tecnológica entre as pessoas em tempo real e, ao mesmo tempo, com alto nível de "conexão emocional".

Os líderes do futuro precisarão de apoio para se adaptar a uma série de mudanças organizacionais que terão implicações sociais, políticas e econômicas. Os comportamentos mais relevantes neste processo envolverão resiliência, flexibilidade, inteligência emocional e social e, principalmente, um processo de auto- reflexão que seja capaz de provocar a mudança de comportamentos.

segunda-feira, novembro 21, 2011

INICIATIVAS POSITIVAS!!

Missão gaúcha liderada pelo vice-governador conhece sistemas de controle de acidentes



          Autoridades apresentaram resultados das ações de combate à violência no trânsito


     A comitiva liderada pelo vice-governador Beto Grill encerra nesta quarta-feira (16), na França, a missão gaúcha pela Europa. Em Paris, o grupo visita um centro técnico de veículos. Antes, na Alemanha, eles conheceram projetos de energias renováveis e trocaram informações com empresários alemães a fim de buscar investimentos para o RS.

     Na Espanha e na Franca, a comitiva integrada pelo presidente do Detran, Alessandro Barcellos, e demais diretores do órgão, conheceu os sistemas de controle de acidentes e os índices de mortalidade no trânsito. A França é um dos países da comunidade europeia que conseguiu os melhores resultados.

     Para o vice-governador e coordenador do Comitê Estadual de Seguranca no Trânsito, Beto Grill, as mudancas que estão sendo implantadas no Estado estão sendo bem feitas. "Comecamos bem nosso roteiro pela Espanha e França, dois países que são referência no trabalho que fizeram para reduzir o número de mortes no trânsito. Constatamos que estamos no caminho certo".

     Os aspectos mais enfatizados no trabalho desenvolvido pelos franceses são o combate à alcoolemia e o controle de velocidade. A concentracao do número de acidentes com mortes por uso de álcool acontece nos finais de semana, especialmente à noite. A maioria das vitimas fatais são os condutores alcoolizados (69,8%), apesar do controle rigoroso e das penalidades aplicadas.

      As iniciativas de prevenção ao uso do álcool ao volante são a sensibilização pública dos efeitos da embriaguez ao volante, a sensibilização dos jovens ao sair das baladas e o estímulo ao auto controle. O presidente do Detran, Alessandro Barcellos, destacou o alto nível técnico do trabalho realizado pelos franceses. "Verificamos uma qualidade técnica importante que orienta todas as ações, sejam na área técnica como na inspeção veicular. Tudo isto em defesa da vida".